Loja online com pedidos pelo WhatsApp, sem comissões
Restaurantes e lojas da América Latina têm sua própria loja online e recebem os pedidos pelo WhatsApp, com catálogo, acompanhamento e avisos automáticos. Pagam uma assinatura fixa, sem a comissão dos apps de delivery.
React · Supabase · Evolution API · Gemini- 1.814
- pedidos processados
- 131
- lojas criadas
O problema do cliente
Restaurantes e lojas pequenas da América Latina vendem pelo WhatsApp, mas fazem tudo na mão: o cliente pergunta o que tem, o dono responde um por um, anota o pedido num papel ou numa planilha e avisa por mensagem quando sai. Nada fica registrado, não há números para saber o que vende e, em países como a Venezuela, ainda é preciso converter preços entre bolívares e dólares todo dia.
A alternativa eram os apps de delivery, que cobram até 30% de comissão por pedido. Para um negócio pequeno, isso come o lucro.
Arquitetura
Cada comércio tem sua própria loja num endereço como loja.pideai.com, com seu catálogo, seus preços e suas formas de pagamento.
É assim que um pedido percorre o sistema:
- O cliente monta o pedido no catálogo, pelo celular, sem baixar nada.
- Ao confirmar, o pedido chega ao dono na hora, com um aviso sonoro no painel. Se o comércio preferir, o WhatsApp também abre com o pedido já escrito.
- Cada vez que o dono muda o status (em preparo, a caminho, entregue), o cliente recebe uma mensagem automática pelo WhatsApp.
- O entregador tem sua própria tela para ver a entrega e registrá-la com uma foto.
Funciona para pedidos na mesa, delivery e retirada no local. A taxa de câmbio oficial se atualiza sozinha, e uma função de IA melhora as fotos dos produtos para o catálogo ficar profissional sem precisar contratar um fotógrafo.
O banco de dados separa as informações de cada loja com regras de segurança, de modo que nenhum comércio consegue ver os pedidos de outro. Tudo roda em servidores próprios, com três cópias do sistema funcionando ao mesmo tempo para não sair do ar.
A decisão difícil e por quê
Assinatura fixa em vez de comissão. Cobrar uma porcentagem por pedido é o modelo dos apps de delivery e o que mais rende no curto prazo. Escolhemos uma assinatura fixa porque o problema do comércio era justamente a comissão: com um preço fixo, cada pedido a mais é lucro para ele, e não para a plataforma.
IA direta, sem intermediários. A melhoria de fotos começou usando a IA pela plataforma em que o primeiro protótipo foi montado. Passamos a conectar direto com o fornecedor do modelo: sai entre 30% e 50% mais barato, e o produto deixa de depender de uma ferramenta de terceiros.
O que quebrou em produção
- Os avisos de WhatsApp não saíam e ninguém ficava sabendo. A configuração do serviço de mensagens tinha valores de exemplo no lugar dos reais, e o erro era descartado sem deixar rastro. Corrigimos a configuração e adicionamos registros para que uma falha assim apareça na hora.
- Algumas lojas não carregavam. Duas funções do banco de dados estavam no código, mas nunca tinham sido instaladas no servidor de produção. Elas foram instaladas e adicionamos uma verificação para que o código e o banco não fiquem fora de sincronia de novo.
- O carrinho misturava produtos com adicionais. Se um cliente colocava duas vezes a mesma pizza com ingredientes diferentes, o sistema juntava as duas. Corrigimos para que cada combinação seja um item próprio.
- Os links de acompanhamento mostravam dados internos. As mensagens de WhatsApp levavam o número interno do pedido. Trocamos por um código de acompanhamento que não expõe nada do sistema.
Resultado
Está em produção em pideai.com. Segundo o banco de dados em 6 de setembro de 2026:
- 1.814 pedidos processados: 983 na mesa, 442 por delivery e 389 para retirada.
- 131 lojas criadas, das quais 55 são de comida.
- 1.714 mensagens de WhatsApp enviadas automaticamente aos clientes.
- 151 fotos de produtos melhoradas com IA.